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NEM TANTO AO MAR NEM TANTO A TERRA

18/09/2014

Nem tanto ao Mar nem Tanto a Terra

Horário de Verão


Realmente a educação e formação de um povo passam por várias discussões e opiniões divergentes que mesmo prejudicando uma grande parte das pessoas os beneficiados acabam convencendo os demais. A ideia de adiantar os relógios para aproveitar melhor as horas de sol foi lançada em 1784 pelo político e inventor americano Benjamin Franklin, numa época em que ainda não existia luz elétrica.
O primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, como me
dida para economizar carvão.

O início do horário de verão no Brasil ocorreu em 1 de outubro de 1931, através do decreto 20.466, abrangendo todo o território nacional. Houve vários períodos em que este horário não foi adotado. Desde 1985 o horário de verão acontece anualmente. Nesse período a abrangência, inicialmente nacional, foi reduzida sucessivas vezes até que em 2003 atingiu a atual. Atualmente, o horário de verão está presente nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste. Na Bahia iniciou-se em 2011 mas bastou um ano de experiência negativa para que já em 2012 voltassem atrás nessa decisão. O estado de Tocantins este ano passará por uma nova tentativa. Em Recife também não foi aceito. Sua denominação está equivocada pois, atualmente, seu início ocorre na primavera no terceiro domingo de outubro, e o final no terceiro domingo de fevereiro, exceto quando este coincide com o Carnaval, sendo então o horário prorrogado em uma semana. Tentativas para abolir o horário de verão no Brasil sempre são cogitadas. A justificativa apresentada é que os benefícios com a redução da carga máxima de energia elétrica em horário de pico não atingem a maior parte dos cidadãos, enquanto que os prejuízos à saúde e à segurança pública afetam principalmente pessoas que precisam acordar cedo e ir à escola ou ao trabalho enquanto as ruas ainda estão escuras. Estamos em plena primavera, e ontem, acordamos mais ce

A falta de planejamento público para produção e economia de energia é um fato concreto. Soluções urgentes e bem intencionadas se fazem necessárias mas não obrigando toda a população a mudar seu ritmo de vida. Estudos bem realizados por autoridades especializadas responsáveis, em setores de maior consumo de energia, poderiam ajudar a traçar metas mais eficientes de economia. As escolas seriam mais produtivas com período integral para os alunos, principalmente no ensino fundamental onde o início das aulas poderiam acontecer um pouco mais tarde pela manhã. Funcionários de grandes empresas, consumidoras de energia, seriam liberados as 17horas. O próprio transito de veículos, hoje caótico, em períodos de pico, sofreria uma mudança para melhor.do espontaneamente, bem humorados e descansados. Dentro de poucos dias estaremos em uma situação que dormiremos menos com consequente cansaço diurno. O sono é fundamental para saúde mental e prolongamento da vida.

Nesses últimos quatro anos através de artigos publicados neste jornal (“Bom quando termina”, “A liberdade dos pássaros e dos homens” e “Engana-me que eu gosto”), em relação ao horário de verão, argumentamos amplamente que o prejuízo a saúde fica muito evidente. Depressão, ansiedade, distúrbios gastrointestinais, insônia condicionada com a consequente diminuição do período do sono foram alguns exemplos citados. Estudantes em final de ano, justamente em época de provas finais, talvez sejam os mais prejudicados.

Nosso país está cansado de medidas que beneficiam uma parte em prejuízo da outra. Com certeza existem muitas maneiras de contornar este problema de forma mais racional. Obrigar a todo cidadão, alterar seu ritmo de vida, periodicamente, através da mudança no ponteiro do relógio, é injustiça social.

 

(Autor: Dr. Paulo Cezar Otero Marcelino)

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